Home Data de criação : 07/12/11 Última atualização : 09/04/14 01:47 / 80 Artigos publicados
 

Frase do dia  (Frases) escrito em quinta 13 dezembro 2007 20:16

 

"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir." 

 

Carlos Drummond de Andrade

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HUMANO, DEMASIADO HUMANO - Nietzsche  (Filosófos e Pensadores) escrito em quarta 12 dezembro 2007 20:33

 

 

 

Escrito pelo filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844- 1900) em 1878, Humano, demasiado humano é uma genealogia do pensamento moderno, da razão moderna, e marca o rompimento de Nietzsche com o romantismo de Richard Wagner e o pessimismo de Arthur Schopenhauer.

É um livro para espíritos livres em que o autor analisa os modismos de sua época procurando estabelecer uma ligação entre o passado bárbaro da humanidade e o estado em que se encontra o pensamento filosófico, científico e religioso do século XIX, procurando hipóteses de um progresso da humanidade pós-moderna.

Nesta obra o autor desenvolve seu pensamento filosófico abordando temas como metafísica, moral, religião, arte, literatura, amor, política e relações sociais de modo claro e sereno, refletindo sobre as coisas primeiras e derradeiras, analisando a história dos sentimentos morais que atravessaram os séculos da história humana, criticando e recriminando a vida religiosa do homem, descrevendo os sentimentos e a vivência dos artistas e dos escritores, examinando o homem e suas atitudes e pensamentos em sociedade, e descrevendo a história e a função do Estado.

Repleto de aforismos Humano, demasiado Humano conta com escrito em nove capítulos (638 subcapítulos) mais prefácio e poslúdio (Entre Amigos); segundo Ciro Mioranza “é um livro de história, sem ser história; é um livro de filosofia, sem ser preferencialmente filosofia; é um livro de vida, vida espiritual, vida intelectual, vida racional, vida presente, vida humana”.

Nietzsche era um grande pensador que vivia em conflito consigo mesmo e com a sociedade, e sem dúvida Humano, demasiado Humano é uma obra que merece uma leitura atenciosa e grande reflexão.

Abaixo se tem um trecho extraído de Humano, demasiado Humano (Capítulo II – Para a história dos sentimentos morais; artigo 89 – Vaidade):

 

 

“Nós nos importamos com a boa qualidade dos homens, em primeiro lugar porque ela nos é útil, em seguida porque queremos dar-lhes alegria (os filhos aos pais, os alunos aos professores e em geral as pessoas de benévolas a todas as outras pessoas). É somente quanto a boa opinião dos homens é importante para alguém, abstraindo a vantagem ou seu desejo de agradar que falamos de vaidade.

Neste caso, o homem quer dar prazer a si próprio, mas à custa dos outros homens, seja levando-os a ter uma opinião falsa a respeito dele, seja aspirando a um grau de “boa opinião”, em que esta tem de se tornar penosa para todos os outros (provocando inveja). O indivíduo quer geralmente, por meio da opinião dos outros, certificar e fortalecer diante de seus olhos a opinião que tem de si; mas o poderoso respeito pela autoridade – respeito tão antigo quanto o homem – leva muita gente também a apoiar na autoridade sua própria confiança em si, portanto a só aceitar de mão de outrem: acreditam mais no critério dos outros do que no próprio. O interesse por si próprio, o desejo de se satisfazer alcançam no vaidoso um tal nível que ele induz os outros a uma falsa estima de si falsa, demasiado elevada, e depois se fia, não obstante, na autoridade dos outros: desse modo provoca o erro e, contudo, lhe dá crédito. É preciso, portanto, admitir que os vaidosos não querem agradar tanto a outrem quanto a si próprios e que chegam ao ponto de com isso descurar seu proveito; pois, muitas vezes importa-lhes suscitar em seus semelhantes disposições desfavoráveis, hostis, invejosas, em decorrência desvantajosas para eles, apenas para terem satisfação de seu eu, o contentamento de si.”

Preço (pesquisado em 12/12/07):

  • Editora Companhia de Bolso:   de R$ 15,00 a R$ 21,00, www.buscape.com.br
  • Editora Escala: R$ 7,00,  www.mercadolivre.com.br, acréscimo de R$ 4,00 referente ao valor do frete, para o estado de São Paulo.

 


  • Para saber mais sobre Nietzsche:

http://www.mundodosfilosofos.com.br/nietzsche.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/nietzsche_pensamento.htm 

 

  
  • Nota: O trecho contido no vídeo é extraído do Capítulo V (Indícios de civilização Superior e Inferior), subcapítulo 251 (Futuro da Ciência) do livro Humano, demasiado humano de Nietzsche.

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Frase do dia  (Frases) escrito em quarta 12 dezembro 2007 11:18

 

 

"A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal."

 

Machado de Assis

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A DIVINA COMÉDIA - Dante Alighieri  (Clássicos da Literatura Mundial) escrito em terça 11 dezembro 2007 23:34

 

 

 

A Divina Comédia é a obra-prima de Dante Alighieri (1265 – 1321) e fundadora da literatura da Língua Italiana sendo considerada o mais completo compêndio sobre a civilização da época medieval tendo sido escrita entre 1310 e 1321, período que marca o final da vida de Dante que se encontrava exilado da sua cidade natal devido desavenças políticas (Dante jamais voltou a pisar em vida em Florença).

A Divina Comédia é um longo poema composto de cem cantos divididos em três partes (Inferno, Purgatório e Paraíso), sendo que cada canto possui uma média de 120 versos cada um, na forma de tercetos (pequeno conjunto de 3 versos) de versos decassílabos (versos com 10 sílabas poéticas) de rima alternada, totalizando 14.233 versos.

Originalmente denominada como Comédia por tratar-se de uma narrativa que se inicia na tristeza (Inferno) e termina com alegria (Paraíso) e por utilizar um estilo simples e uma linguagem popular na época (Italiano), em oposição à tragédia que era normalmente escrita em latim foi mais tarde rebatizada de A Divina Comédia por Giovanni Boccaccio.

O principal personagem dessa grande obra é o próprio autor que se coloca como um cidadão do mundo, representante do homem medieval espremido entre a cultura clássica e a cultura do cristianismo em busca da excelência moral e espiritual e da justiça social.

Dante realiza essa jornada espiritual pelos 3 reinos do além-túmulo guiado inicialmente pelas mãos de Virgílio (autor da epopéia do povo latino, Eneida) que o leva a conhecer o Inferno (34 cantos) e o Purgatório (33 cantos) e em seguida por Beatriz que o acompanha até o Paraíso (33 versos).

Neste poema que envolve todos os personagens do antigo e novo testamento Dante descreve com maestria os cenários que encontra. No Inferno Dante depara-se com pecadores sendo castigados em ordem progressiva de gravidade do pecado cometido; no Purgatório, local de purificação, Dante encontra pessoas que pagam penitências por dividas morais que são, no entanto, saldáveis.

Ao chegar no final do Purgatório Dante é guiado por Beatriz (figura presente em toda obra e que Dante conheceu quando criança sendo tida por ele como símbolo da pureza) até o Paraíso onde repousam pessoas que fizeram a devida penitência de seus pecados, governantes justos, estudiosos da teologia e praticantes do bem, entre outros.

A seguir um trecho extraído do Canto III (Porta do Inferno, onde Dante e Virgílio deparam-se com a ameaçadora inscrição e o Aqueronte, rio por onde Caronte, o Barqueiro Infernal, conduz as almas dos condenado à margem oposta, rumo ao suplício):

 

"Por mim vai-se à cidade que é dolente,
por mim se vai até à eterna dor,
por mim se vai entre a perdida gente.
Moveu justiça o meu supremo autor.

divina potestade fez-me e tais
a suma sapiência, o primo amor.
Antes de mim não houve cousas mais
do que as eternas e eu eterna duro.
Deixai toda a esperança, vós que entrais.
Estas palavras em letreiro escuro
escritas vi por cima de uma porta;
e disse: ''Mestre, o seu sentido é duro''.­
Então ele, avisado, me conforta:
Convém deixar aqui temor secreto;
convém toda a vileza seja morta.
Viemos ao lugar onde o aspecto
verás, to disse, à gente dolorosa
que já perdeu o bem do intelecto.­
E quando a sua mão nas minhas pousa
com ledo rosto, e assim me confortei,
me descobriu tanta secreta cousa.
Suspiros, choros, gritos escutei
ressoando no ar baço de estrelas,
de quanto ao começar também chorei ­
Línguas várias, horríveis falas delas,
e palavras de dor, acentos de ira,
vozes altas e roucas, batedelas
de mãos com mãos, tudo em tumulto gira,
naquela aura sem tempo destingida,
como areal que um turbilhão aspira.
E com a cabeça de erros só cingida,
eu disse: ''Mestre, que ouço? pela dor,
que gente é esta agora assim vencida?'',
E ele a mim: ''É o mísero valor
daquelas almas tristes em seu choro
que foram sem infâmia e sem louvor''.

 

 


Preço (pesquisados em 11/12/07), www.saraiva.com.br

  • de R$ 4,90 (editora Rideel);
  • R$ 105,00 (editora Villa Rica, 2 volumes);
  • uma boa dica é a versão em prosa que facilita a leitura (editora L&PM Pocket) por R$ 12,50.

 


  • Para saber mais sobre a vida de Dante Alighieri:

http://tuttotempolibero.altervista.org/poesia /duecento/dantealighieri.html

http://www.stelle.com.br/pt/index_dante.html

 

  • Para saber mais sobre A Divina Comédia:

http://www.stelle.com.br/pt/index_dante.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Divina_Com%C3%A9dia

 

 

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Frase do dia  (Frases) escrito em terça 11 dezembro 2007 22:42

 

"Um país se faz com homens e livros."

 

Monteiro Lobato

 

 

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