Home Data de criação : 07/12/11 Última atualização : 11/10/17 11:17 / 80 Artigos publicados

Respondendo ao leitor (Trema e palavras de origem tupi-guarani)  (Respondendo ao leitor) escrito em segunda 13 abril 2009 20:47

Blog de cantinhodaliteratura :Cantinho Da Literatura 2009, Respondendo ao leitor (Trema e palavras de origem tupi-guarani)

 

 

O trema (¨) é um sinal gráfico que foi suprimido pelo novo acordo gramatical entre os países de língua portuguesa, exceto nos nomes próprios estrangeiros e seus derivados, exemplos: hÜbneriano (de HÜbner), mülleriano (de Müller). As palavras de origem tupi-guarani, também perdem o trema.

 

 

ANTES

NOVA REGRA

eqÜestre

eqUestre

sagÜi

sagUi

seqÜência

seqUência

 

Mesmo as palavras que o utilizava como forma diferencial de pronúncia e grafia, deixam de apresentá-lo, como pode ser visto abaixo:

 

 

ANTES

NOVA REGRA

enxágÜe (presente do subjuntivo)

enxagUe

delinqÜem (presente do indicativo)

delinqUem

 

Todavia a mudança é somente na escrita e não na fonética; a pronúncia dessas palavras continua a mesma, ou seja, há um ditongo oral nessas palavras e não um dígrafo, portanto, pronuncia-se a semivogal "u" normalmente.

  

 


Para saber mais sobre o novo acordo gramatical:

http://www2.unopar.br/sites/cantodasletras/complementos/acordo_gramatical.pdf

http://evandro_rodrigues_ce.dihitt.com.br/noticia/acordo-ortografico-no-brasil

http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=polemica/docs/mudancasortografico1990

http://www.fbc.edu.br/pdf/acordo_ortografico_manual.pdf

 


 

Artigo escrito em resposta à leitora Luciana. Grata pela visita.

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Nova Ortografia da Língua Portuguesa: Nada de Trema!  (Reforma Ortográfica) escrito em segunda 16 março 2009 21:09

Blog de cantinhodaliteratura :Cantinho Da Literatura 2009, Nova Ortografia da Língua Portuguesa: Nada de Trema!

 

 

Após 19 anos de muita elaboração finalmente sai do papel e entra em vigor o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (firmado em 1990 pelos países de língua portuguesa e aprovado pelo congresso federal em 1995). O Brasil é o primeiro país a adotar as novas regras ortográficas, sendo, inicialmente obrigatórias somente nos documentos oficiais.

Nas escolas, o prazo para adoção da nova ortografia será maior devido à adaptação e compra dos livros didáticos, contudo o MEC (ministério da educação) já iniciou o processo de adoção e estipulou um prazo (2010-2012) para que os livros didáticos tragam a nova ortografia.

As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras.

O uso do trema que já fora suprimido na escrita entre os portugueses deixa de ser utilizado completamente também no Brasil, com exceção de nomes estrangeiros e seus derivados; assim, palavras como linguiça e tranquilo, deixam de ser utilizar esse sinal gráfico sobre a letra u, enquanto nomes de origem estrangreira e seus derivados, como Müller, continuam a apresentá-lo.

O trema era um sinal ortográfico (¨) colocado sobre a letra u, e indicava que ela deveria ser pronunciada nas sílabas gue, gui, que, qui. Abaixo você encontra uma tabela de como eram escritas as palavras antes da reforma e como serão grafadas a partir da nova ortografia:

 

 

Como era antes

Nova ortografia

Agüentar

Aguentar

Agüir

Aguir

Bilíngüe

Bilíngue

Cinqüenta

Cinqüenta

Delinqüente

Delinquente

Eloqüente

Eloqüente

Ensangüentado

Ensanguentado

Eqüestre

Equestre

Freqüente

Frequente

Lingüeta

Lingueta

Lingüiça

Linguiça

Qüinqüênio

Quinquênio

Sagüi

Sagui

Seqüência

Sequência

Seqüestro

Sequestro

Tranqüilo

Tranquilo

 

 


Para saber mais sobre as novas regras da ortografia da língua portuguesa:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u415676.shtml

 

http://novaortografia.com/

 

Para baixar o guia da reforma ortográfica: http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf

 

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Frase do dia  (Frases) escrito em quinta 19 fevereiro 2009 21:16

Blog de cantinhodaliteratura :Cantinho Da Literatura 2009, Frase do dia

 

 

"Todos nós somos um mistério para os outros... E para nós mesmos."

 

 

 

Érico Veríssimo

 

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Frase do dia  (Frases) escrito em quarta 18 fevereiro 2009 21:12

Blog de cantinhodaliteratura :Cantinho Da Literatura 2009, Frase do dia

 

 

 

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."

 

 

Cecília Meireles

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TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA - Lima Barreto  (Literatura Brasileira) escrito em quarta 18 fevereiro 2009 20:28

Blog de cantinhodaliteratura :Cantinho Da Literatura 2009, TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA - Lima Barreto

 

 

 

Publicado inicialmente em folhetins no ano de 1911, Triste fim de Policarpo Quaresma é um romance de Afonso Henrique de Lima Barreto (1881 – 1922) do período do pré-modernismo brasileiro; publicado em livro em 1915, a obra apresenta como tema principal o nacionalismo, mais especificamente fatos políticos e históricos do governo de Floriano Peixoto, através da narração da história de um nacionalista sincero, ingênuo e idealista, mas, que, porém, é azarado (Policarpo Quaresma).

O livro contém três partes:

·          A primeira parte narra o retrato da personagem, e desenrola-se no Rio de Janeiro no período pós- proclamação da República; é a parte onde é apresentada a maioria dos personagens. Nesta fase Policarpo Quaresma conhece aquele que será o seu grande amigo no decorrer da obra, Ricardo Coração dos Outros, um seresteiro contratado para ensinar-lhe violão.

·          Na segunda descreve a situação da agricultura, e é onde Policarpo Quaresma, então já major aposentado, muda-se para um sítio em uma cidade fictícia e enfrenta várias pragas na tentativa de incentivar a agricultura e o crescimento econômico do país;

·         Na terceira conta a Revolta da Armada, sen do a parte mais tensa do livro; neste período Policarpo Quaresma retorna ao Rio de Janeiro, e é incorporado ao batalhão ficando encarregado de um pelotão de artilharia improvisado com “voluntários forçados” como seu amigo Ricardo Coração dos Outros, com o dever de rechaçar investidas dos marinheiros às praias cariocas. No final da Revolta Policarpo encontra-se totalmente desiludido em relação ao país e passa a cuidar um grupo de um grupo de prisioneiros; após presenciar uma escolha arbitrária de prisioneiros a serem executado, Policarpo escreve uma carta ao então presidente, Floriano Peixoto, denunciando a situação e com isto é acusado injustamente de traição e acaba preso. Seu amigo Ricardo Coração dos Outros tenta ajudá-lo procurando os amigos e conhecidos de Policarpo que, no entanto, recusam-se a contribuir por medo ou ganância; o livro termina em aberto, deixando em dúvida a execução ou não de Policarpo.

Abaixo alguns trechos extraídos do livro:

 

Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia. Saindo do Arsenal de Guerra, onde era subsecretário, bongava* pelas confeitarias algumas frutas, comprava um queijo, às vezes, e sempre o pão da padaria francesa.

Não gastava nesses passos nem mesmo uma hora, de forma que, as três e quarenta, por ai assim, tomava o bonde, sem erro de um minuto, ia pisar a soleira* da porta de sua casa, numa rua afastada de São Januário, bem exatamente as quatro e quinze, como se fosse uma aparição de um astro, um eclipse, enfim um fenômeno matematicamente determinado, previsto e predito...(trecho extraído da primeira parte, capítulo I – A lição de violão)

 

 

Quaresma vivia assim, sentindo que a campanha que lhe tinham movido, embora tendo deixado de ser pública, lavrava* ocultamente. Havia no seu espírito e no seu caráter uma vontade de acabá-la de vez, mas como? Se não o acusavam, se não articulavam nada contra ele diretamente? Era um combate com sombras, com aparências, que seria ridículo aceitar.

De resto, a situação geral que o cercava, aquela miséria da população campestre que nunca suspeitara, aquele abandono de terras à improdutividade, encaminhavam sua alma de patriota meditativo a preocupações angustiosas.

Via o major com tristeza não existir naquela gente humilde sentimento de solidariedade, de apoio mútuo. Não se associavam para cousa alguma e viviam separados, isolados, em famílias geralmente irregulares, sem sentir a necessidade de união para o trabalho da terra. Entretanto, tinham bem perto o exemplo dos portugueses que, unidos aos seis e mais, conseguiam em sociedade cultivar a arado roças de certa importância, lucrar e viver. Mesmo o velho costume do “mutirão” já se havia apagado.

Como remediar isso?

Quaresma desesperava...” (trecho extraído da segunda parte, capítulo IV – “Peço energia, sigo já”)

 

 

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço. Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim? De que maneira sorrateira o Destino o arrastara até ali, sem que ele pudesse pressentir o seu extravagante propósito, tão aparentemente sem relação com o resto de sua vida? Teria sido ele com os seus atos passados, com as suas ações encadeadas no tempo, que fizera com que aquele velho Deus docilmente o trouxesse até a execução de tal desígnio? Ou teriam sido os fatos externos, que venceram a ele, Quaresma, e fizeram-no escravo da sentença da onipotente divindade? Ele não sabia, e quando teimava em pensar, as duas cousas se baralhavam, se emaranhavam e a conclusão certa e exata lhe fugia...

...Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavras com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho, nem o próprio Ricardo que lhe podia, com um olhar, com um gesto, trazer sossego às suas dúvidas. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera...

...Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta que o Governo que tudo ele podia esperar; a liberdade ou a morte, mais esta que aquela...

...Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo...” (trecho extraído da terceira parte, capítulo V – A afilhada)

 

 

Preço (visualizado em 18/02/2009)

·       De R$ 9,90 à R$ 20,90,  www.livrariasaraiva.com.br;

·       De R$ 3,00 à R$ 33,90, www.buscape.com.br.

 Para saber mais sobre Triste fim de Policarpo Quaresma:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Triste_Fim_de_Policarpo_Quaresma

http://www.coladaweb.com/resumos/policarpo.htm

http://somdoroque.blogspot.com/2008/01/triste-fim-de-policarpo-quaresma-lima.html

 

  • Para ler o resumo do livro:

http://www.mundovestibular.com.br/articles/355/1/TRISTE-FIM-DE-POLICARPO-QUARESMA---Lima-Barreto-Resumo/Paacutegina1.html

http://resumos.netsaber.com.br/ver_resumo_c_3001.html

  

 

  •  Para saber mais sobre Lima Barreto:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Henriques_de_Lima_Barreto

http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/pre-modernismo/lbarreto.htm

  • Notas:

*Bongava - buscava.

*Soleira – parte do piso sob a porta de entrada das casas.

*Lavrava – corroia.

 

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